rascunho

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inconstantenoplascente.

a dor de nunca saber o bastante.

nunca. nunquinha mesmo. nem por um minuto, por um milésimo de segundo. nunca…

nunca passa.

*

quem diria que toda aquela história nos levaria até aqui.

absolutamente nada e tudo mudou.

aconteceu?

*

rabisco meia-verdades,

dou voltas e voltas sobre mim,

sobre nós e no fim,

o que fica é o que não ficou.

E de novo esse jogo.

você não cansou?

eu hein…

*

eu tinha isto anotado em algum lugar…

*



reminiscência

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Tem dias que tudo o que resta é o que nunca findou.

“com as fraturas expostas…”

Fui abandonando as palavras na tentativa de não deixar ir o que de alguma forma continuava encrustado aqui dentro (de mim)… Por tempo demais brinquei com as palavras e pequei em excesso. Coloquei mais vírgulas, onde deveria ter colocado um fim, do que você é capaz de contar. Ocultei, feito um assassino, verdades com palavras mal ditas, malditas… ninguém percebeu! Caminhei pelo mesmo beco sem saída inúmeras vezes em busca de coragem para enfrentar o que sequer estava em meu caminho. Feito tola esperei, ao lado de Júlian, o momento do fim em busca de impedir as coisas de acontecerem como “tinham de ser”. Inutilmente, o fim sempre chegava. Eu não devia mesmo estar ali. Nunca fui uma variável na equação da vida…

*

Eu escrevia versos tristes,

hoje nem isso…

já é quase setembro…

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Vontade zero de estudar, mesmo quando o assunto me interessa. Me concentrar nos estudos tem sido difícil. Me sinto saturada e sem esperanças de que a educação ainda possa mudar para melhor a minha vida e da minha família. Na verdade, nesse desgoverno, sou fadada a acreditar que de fato não existe saída para que está nas margens. O barco furado faz tempo que afunda, só as “pessoas de bem” que não percebem, que não querem ver, que fingem que não enxergam e assim, seguem nadando rumo à destruição do que sequer tínhamos conseguido de fato conquistar: um Estado de Direitos! Preta/os, pobres, favelada/os, lgbtqia+ e todes a/os dissidentes continuam sendo as que mais sangram. Queria ter forças para resistir veemente, mas queria mesmo era não precisar resistir tanto para ter o mínimo de dignidade humana.

et cetera e tal

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rabisco existências, vazios, crises e sintomas de ansiedade. Enquanto o corpo envelhece, a miopia aumenta e o coração endurece, ainda respiro erradamente e suspiro em tempos errados. o e-mail que não foi entregue, revela o quanto ainda tenho portas entre abertas. É esse meio termo que fode comigo, eu diria.

rabisco existências, vazios, crises e sintomas de ansiedade. As mãos estremecem de quando em vez e o estômago reage de forma errada. O esmalte envelhecido nas unhas já desapareceu, nenhuma acetona foi utilizada para esse feito. Se você só se lembra de mim quando não está bem, você não se lembra de mim coisa nenhuma.

rabisco existências, vazios, crises e sintomas de aquela música ainda me faz querer gritar. Você já esteve aqui? ansiedade.

inutilmente, inundo cadernos, cadernetas, blocos de notas e folhas soltas. nada faz sentido, apenas aquilo que não consigo ver. Deve ser fácil poetizar sobre a vida, quem nunca teve “chagas abertas e corações feridos”, quem nunca teve que contar moedas, engolir o choro, a fome, os estigmas – todos eles – e seguir como se nada nos a/tra/ves/sas/se, nos di la ce ras se… deve ser… só pode ser.

rabisco existências

saudades nunca foi só isso… é verdade, eu sei! na outra rua e a distância é longa. E não estou falando de kms!

i can’t take anymore

duas vidas que se cruzam, outras tantas se desconectam

viver tem dessas coisas

give me

aqui estamos todos nós

vazios

crises

faz duas semanas e nada, será que?! ainda já faz tanto tanto tanto tanto tanto tanto tanto tanto tempo e nada

e sintomas de ansiedade

23:02

já é quase 00:00 horas